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A origem dos vibradores

Fotos de modelos antigos de vibradores.

Hoje ele é um símbolo da liberdade, do autoconhecimento e do prazer em se sentir, mas o que você pode não saber é que ele foi criado como um equipamento médico, evoluiu, foi reinventado e hoje já é um produto com mais de 150 anos de história. Vem com a gente que nesse texto iremos te contar a história por trás dos vibradores.

A maior parte das informações que temos hoje diz que os vibradores foram criados para tratar uma doença crônica chamada de “histeria feminina” causada por “perturbações” uterinas. Os sintomas desta doença variavam de dores de cabeça, cólicas, melancolias, ansiedades, ninfomania e até ataques de raiva. O tratamento na época eram massagens nas partes intimas das pacientes, feitas manualmente por seus médicos. Essas massagens que poderiam durar minutos ou horas levavam as mulheres a alcançarem o chamado paroxismo histérico, que causava uma espécie de febre, contrações e lubrificação intima (orgasmo). Este tratamento era temporário o que gerava a volta recorrente das mulheres ao consultório, gerando rotinas exaustivas para os médicos.

Em 1869 um médico americano chamado George Taylor patenteou um aparelho chamado “The Manipulator” que pode ser considerado o primeiro vibrador (consistia em uma cama acolchoada onde podia-se encaixar a pélvis e uma máquina a vapor fazia vibrações sob os genitais). O aparelho se popularizou e em 1880 um outro médico, chamado Joseph Mortimer Granville, inventou o vibrador movido a manivela. Temos que ressaltar que neste período os vibradores eram um equipamento médico e usados apenas em consultórios. Com a crescente evolução do aparelho, em 1902 foi lançado o primeiro vibrador elétrico. Sem conotação sexual  durante muitos anos ele foi vendido como um simples massageador muscular e donas de casa recatadas o compravam em revistas femininas sob promessas do tipo “Todo o prazer da juventude dentro de você”. Os vibradores eram considerados eletrodomésticos e logo se tornaram um dos itens mais populares nas casas de família.

Mas em meados de 1930 o aparelho começou a aparecer em filmes eróticos para a estimulação feminina, levando ao conhecimento de todos o “uso obsceno” do aparelho, então ele caiu em desuso e com isso perdeu sua finalidade terapêutica, desaparecendo dos catálogos e das casas das “famílias de bem”.

Depois disso os vibradores ficaram escondidos até meados de 1960, mas com a revolução sexual e o surgimento da pílula anticoncepcional  foi levantada a bandeira da sexualidade feminina e a masturbação veio como um conceito de libertação, com isso os vibradores voltaram reinventados.

Na década de 70 o Magic Wand (popular Varinha Mágica) começa a ser recomendado por educadoras sexuais, passando assim a ser o vibrador mais popular e conhecido de todos os tempos. Nas décadas de 80 e 90 os vibradores começaram a ser comercializados em formas de golfinhos, castores, tartarugas para driblarem as leis de obscenidades. Foi em 1998 que o vibrador “Rabbit” (coelho) ganhou o status de queridinho após a aparição no seriado Sex in The City.

De lá pra cá a indústria se modernizou e hoje temos vibradores de diversas formas, materiais, cores, texturas e funções. Mas não podemos deixar de dizer que mesmo em 2020 para muitas mulheres comprar um vibrador é um TABU. Infelizmente a masturbação feminina ainda pode ser vista por alguns como sendo imoral, gerando culpa e desconforto em  muitas mulheres. Nós podemos e devemos ser responsáveis pelo nosso prazer e o autoconhecimento sexual é uma fonte inesgotável de possibilidades.

Bem, agora que você já conhece um pouco mais das origens desse toy que tanto amamos, que tal dá uma olhadinha nas versões super modernas que temos? Clique aqui para ver nosso vibradores!

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